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dias que passaram num piscar de pestanas, como as boas coisas da vida que
-dizem- duram tão pouco. Desconfio que gosto da minha, pois ela tem
passado num rasante serelepe. Vida rápida como mergulhões ávidos
por peixe ou mísseis detonadores de guerra.
Referência pré Noronha: desconhecida
Estado inicial: expectativa, curiosidade, desejo e filmes na máquina.
Alguns detalhes de nós dois: (bem) acompanhada
Conclusão: simplesmente ma-ra-vi-lho-so....
Mar sensacional, a natureza exuberante; toda elegante trajada em verdes sur
tom,
a fauna e a flora endêmicas (=que só se encontra por lá;
onde aproveitei e aprendi o significado de tal palavra), coisas como a Gameleira
(uma árvore impressionante) e
a lagartixa negra que se mexe feito cobra pelas pedras. Lá, garantem,
não há cobras
(graças a Deus e para minha tranqüilidade).
No
caminho do mangue parei para clicar cabritos indianos, exóticos com
orelhas brancas de cocker spaniel, do andar de cima do barco vislumbrei golfinhos,
finalmente surgiram os golfinhos, em bando como de costume, rotadores no namoro
subaquático, como uma dança, mãe e filho em nado sincronizado,
macho e fêmea no acasalamento, dolphin super
star no salto 360 pra fora d´água...
As
ilhas secundárias, o mergulho no peito, os cardumes de peixes, a turquesa
cor esverdeada do mar. E o mar que se estende por um infinito horizonte (caminho
da África) do Atlântico quebrado por rochas de pura personalidade.
As ilhas rochosas em Noronha tem cara, forma e nome. Cachorro, Raquel, Rata,
Leão, Dois Irmãos. Tudo pleno e distante. Tudo praticamente
desconhecido, a areia absolutamente fina, tão fofa quanto farofa de
chocolaut mour. Tão possível e impossível, quanto a improbabilidade
das coisas que não conhecemos (ainda). Uma coisas meio George Lucas,
meio pré-histórico, totalmente selvagem e revigorante.
Quem puder passar alguns dias no Arquipélago de Fernando de Noronha
saiba que eu recomendo. Tendo chance, não pense duas vezes.
Noronha é animal!!!
Espero que todo mundo esteja bem. Estou de volta ao mundo cinza e azul de
todo dia no celular de sempre.
Beijocas,
Tettê

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<< Quando certa manha Gregor Samsa acordou de sonhos intranquilos, encontrou-se em sua cama metamorfoseado num inseto monstruoso. Estava deitado sobre suas costas duras como couraca e, ao levantar um pouco a cabeca, viu seu ventre abaulado, marrom, dividido por nervuras arqueadas, no topo do qual a coberta, prestes a deslizar de vez, ainda mal se sustinha. Suas inumeras pernas, lastimavelmente finas em comparacao com o volume do resto do corpo, tremulavam desamparadas diante dos seus olhos. -O que aconteceu comigo?... >> A Metamorfose, Kafka
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