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manifesto surrealista, André Breton, 1924


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Arquivo>> Asno o velho - Por Barranco barranco@vacasfrias.cjb.net

deixo a marca de sangue no vidro do grande relógio central era a única coisa viva aqui agora que já passou tenho que manter a calma o velho morreu eu tô aqui agora feliz vou jantar e copiar alguns livros mas o que estou dizendo eu preciso de uma bengalada eu preciso que me maltratem afinal sou ou não um pedaço de asno lógico que sou há há há vou te matar velho o asno mata o velho ah que máximo a manchete na gazeta do rio de janeiro vou ficar famoso ah se vou quem eu sou o que eu sou nada devia eu ter morrido aquele velho era tudo do seu jeito vivo falando o que pensava natural era o jeito dele mesmo que não fosse o melhor mas era o melhor eu amava aquele velho fosse eu ter morrido não o velho era a única coisa viva aqui

B
arranco - 93/94

Cena: Isolados no seu proprio mundo, tempo distante, um velho rabugento e seu enfermeiro, um copiador de livros, em momento de devaneio e perda. O relogio ainda bate.
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vacas frias
vaca-fria. El. s. f. Us. na loc. voltar à vaca-fria. 1.Repisar assunto ou questão já tratada ou discutida. 2.Retomar o assunto principal duma conversação. (Aurélio)

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