AMOR
É o conflito entre os poderes do amor e da castidade que tomam lugar
nos
abismos da alma. No final, aparentemente, triunfa a castidade. O amor,
então, é reprimido, mantido na escuridão por causa de
medos, convenções,
aversões ou até mesmo pela nostalgia trêmula de ser puro.
Não permitem que
suas declarações confusas e tumultuadas surjam para a consciência
ou mesmo
provem qualquer coisa referente a sua força ou multiformidade. Mas
o triunfo
da castidade, como eu citei, é apenas aparente; uma espécie
de vitória com
preço muito alto a ser pago. E o amor não será ferido
por qualquer destes
significados. Aquele amor reprimido não morreu; está vivo, foi
cultivado bem
lá no fundo do ser humano. Então, ele surge para romper com
a proibição
imposta pela castidade. Ele emerge, mesmo que numa forma tão alterada
que
não possa ser reconhecido logo de cara.
Beijos,Luciano
ldelfini@hotmail.com
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